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Cuidado com o uso do cartão de crédito e débito.

Dispositivo é o principal alvo de criminosos que roubam senhas para usar o dinheiro indevidamente

Pela comodidade, as operações com cartões caíram no gosto do brasileiro e são hoje a principal forma de efetuar pagamentos em bares, hotéis, restaurantes, supermercados, lojas e até mesmo, em barracas de comércio informal.

No entanto, muitas pessoas tendem a se distrair num momento crucial da operação de compra, a hora de digitar a senha. As principais fraudes para roubo de senha e movimentação indevida da conta são realizadas neste momento.

Para o diretor de operações da GSBru, Coronel Meira, que possui mais de 30 anos de experiência em segurança pública na Polícia Militar de SP, o uso do cartão veio para ficar e todo o cuidado é pouco. “Normalmente, recebemos nossos cartões via correio e há inúmeros registros de extravio de correspondências, seja por meio de furto em agências ou por roubo aos carteiros. Em posse dos cartões extraviados, o criminoso consegue habilitar o cartão e utilizá-lo. Hoje, os bancos possuem mecanismos que estabelecem um perfil de cada usuário como, quais os horários e os valores médios da movimentação bancária do cliente e, quando isso foge do habitual, o banco antes de autorizar a próxima compra, entra em contato com o titular do cartão e pergunta se é ele mesmo quem está realizando compras”, explica.

Olho vivo

Quando o cidadão vai realizar uma operação em um caixa eletrônico, toda atenção é pouca. “Muitos terminais são objetos de fraude, que consiste na colocação de um equipamento que se assemelha ao painel frontal e que, na verdade, é um dispositivo para reter seu cartão. Para completar o golpe, os criminosos instalam um equipamento que se assemelha a um telefone, que induz a pessoa a fazer uso dele para falar sobre o cartão retido. Porém, do outro lado da linha tem um criminoso que vai se passar por funcionário do banco e vai pedir várias informações, entre elas, a senha e um outro criminoso já próximo à vítima, vai oferecer ajuda para pegar o cartão e fazer uso indevido”, explica Meira.

Previna-se     

Outras recomendações básicas são: ao fazer uma compra, procure acompanhar toda operação realizada pelo vendedor; não perca de vista seu cartão e ao inserir sua senha, observe se não há pessoas próximas a você tentando visualizar o número digitado ou até mesmo câmeras instaladas próximas ao local onde é realizada a operação; se o vendedor alegar que não há sinal ou que a operação não se concretizou e você já digitou sua senha, cuidado, isso pode ser um golpe.

Coronel Meira ainda recomenda que caso a pessoa tenha que ir a um terminal de caixa eletrônico dentro do banco e observar pessoas atrás dos equipamentos, que procure sair disfarçadamente e acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e descrever o que viu, fornecendo informações que possam ajudar a polícia na prisão de criminosos ou abordagem de pessoas em atitudes suspeitas.

Box:

As fraudes eletrônicas representam mais de 95% do prejuízo dos bancos, ao contrário daqueles que acham que são os roubos com explosões em caixas eletrônicos, hoje estimado em pouco mais do que 5%. O horário que mais ocorrem as fraudes é durante a madrugada, quando os hackers aproveitam o período de descanso das pessoas e aplicam seus golpes. Qualquer um pode ser vítima destas operações. Portanto, toda atenção e cuidado.

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